Dilma lidera no 1º turno, mas empata com Marina no 2º

Presidente petista abre 7 pontos sobre candidata do PSB (37% a 30%), mostra o Datafolha; tucano Aécio Neves oscila de 15% a 17%

Com o desgaste sofrido por Marina Silva (PSB) –e apesar de um esboço de reação de Aécio Neves (PSDB)–, a presidente Dilma Rousseff (PT) se fortaleceu mais um pouco na corrida eleitoral.

A dianteira de Dilma sobre Marina no primeiro turno agora é nítida, mostra a nova pesquisa Datafolha para presidente. O que até a semana passada ainda era um empate técnico se transformou numa inédita vantagem de sete pontos: 37% a 30%.

No teste de segundo turno, a tendência é parecida. A dianteira de Marina sobre Dilma nunca foi tão baixa: 46% a 44%, um empate técnico. No fim de agosto, a vantagem da candidata do PSB era de dez pontos (50% a 40%).

Nos últimos 20 dias, Marina Silva tem sido alvo de ataques constantes disparados de duas frentes.

Por cima, ela sofre um bombardeio de críticas e acusações promovidas pela propaganda de Dilma. Entre outras coisas, Marina foi comparada com presidentes que não terminaram o mandato, acusada de ser aliada dos banqueiros e de desprezar a camada pré-sal do petróleo.

Líder desde o início da série de pesquisas, Dilma sente-se ameaçada por Marina principalmente na provável disputa de um segundo turno.

Por baixo, a ex-senadora é atingida por torpedos diários lançados por Aécio.

Autor de acusações diretas e indiretas no horário eleitoral e nas entrevistas, o tucano era favorito para disputar um segundo turno com Dilma até o dia em que Eduardo Campos, morto num acidente aéreo, foi substituído por Marina no PSB.

Os ataques simultâneos não provocaram uma queda abrupta da ex-ministra do Meio Ambiente. Mas, conforme o histórico de pesquisas, parecem estar sendo eficientes para minar sua candidatura aos poucos.


As curvas das intenções de voto suscitam duas dúvidas.

Primeira: caso Dilma e Aécio mantenham os ataques, a campanha de Marina continuará se desidratando ou, com o tempo, a eficiência dos disparos tende a diminuir?

Segunda: na hipótese de Marina continuar perdendo força, o ritmo de sua queda será suficiente para uma ultrapassagem de Aécio?

A diferença entre Marina e Aécio chegou a 20 pontos no início de setembro. Hoje, a vantagem ainda pode ser considerara grande, mas é quase metade do que já foi: 13 pontos (30% a 17%).

O dado mais eloquente do enfraquecimento de Marina é o aumento de sua rejeição. Pela primeira vez, a taxa dos que dizem que não votariam nela de jeito nenhum (22%) está acima da de Aécio (21%).

A diferença está dentro da margem de erro, dois pontos para mais ou para menos. Mas é preocupante para a pessebista considerando-se que sua taxa cresce de forma acelerada, enquanto a de Aécio se mantém estável. Há um mês, só 11% rejeitavam Marina.

A pesquisa feita na quarta e nesta quinta (18) com 5.340 entrevistas mostra ainda que Dilma passou liderar nas cinco regiões do país.

No Nordeste, no Norte e no Sul, de forma isolada. No Centro-oeste, a petista está agora numericamente à frente de Marina. No Sudeste, tem menos pontos, mas numa situação de empate técnico.

Marina perdeu votos em diversos segmentos. Ela recuou 4 pontos no Sudeste, 4 entre as mulheres, 4 entre os católicos, 5 junto aos moradores de cidades médias (200 mil a 500 mil habitantes) e 6 entre os eleitores de 25 a 34 anos.


O levantamento do Datafolha foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.

Folha de S. Paulo



Dilma lidera no 1º turno, mas empata com Marina no 2º Dilma lidera no 1º turno, mas empata com Marina no 2º Reviewed by Adriano Monteiro on 19.9.14 Rating: 5

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