ÉPOCA: Avião fantasma pode até impugnar Marina

A campanha de Marina Silva à presidência da República mal começou e já pode ter de enfrentar sua primeira séria turbulência. Reportagem da revista Época deste fim de semana sugere que a campanha do PSB cometeu crime eleitoral ao utilizar um avião fantasma – sim, o PR-AFA que desabou em Santos (SP), matando Eduardo Campos e outras seis pessoas.

Documentos obtidos pela revista (leia aqui a reportagem de Murilo Ramos, Marcelo Rocha e Diego Escosteguy), apontam que o avião continua sendo de propriedade do grupo AF Andrade, do setor sucroalcooleiro, que enfrenta grave crise financeira. Desta forma, não poderia ter sido cedido para a campanha de Eduardo Campos e Marina Silva, que também voou na mesma aeronave.

Ainda que pudesse ser utilizado como táxi aéreo, o que não é o caso, o avião deveria constar nas prestações de contas apresentada à Justiça Eleitoral pelo PSB, o que não foi feito. Confira um trecho:

ÉPOCA procurou a campanha do PSB à presidência da República com perguntas sobre o uso da aeronave PR- AFA. Entre outros questionamentos, perguntou se a chapa fizera pagamentos para usar a aeronave, se arcara com as despesas de manutenção e se declarara tais despesas na prestação de contas eleitoral. Na prestação parcial, referente ao mês de julho, não há citação às empresas BR Par e Bandeirantes. ÉPOCA perguntou, ainda, quantas vezes a candidata Marina Silva voou no avião e se ela tinha conhecimento sobre quem arrendara a aeronave. Até o fechamento desta reportagem, o PSB não respondera aos questionamentos. De acordo com a legislação eleitoral, uma empresa não pode fazer doações de bens ou serviços sem relação com sua atividade fim. Por isso, uma empresa do ramo sucroalcooleiro, como da AF Andrade, não poderia emprestar um avião. Se o alugasse, teria de comunicar a Anac. “A Anac não foi informada sobre nenhuma cessão onerosa da aeronave”, informou em nota.

A revista também ouviu um especialista em direito eleitoral, que falou até na hipótese de impugnação da candidatura:

Para o especialista em direito eleitoral Bruno Martins, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegar à conclusão de que houve omissão nas informações prestadas pela chapa, pode haver uma desaprovação das contas. “Em último estágio, pode haver até mesmo a impugnação da candidatura”, afirma.

Portal BR247

PSB registra no TSE candidatura de Marina e Beto

O PSB protocolou nesta sexta-feira (22), junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, o registro da candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República e do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) para a vaga de vice. O presidente do partido, Roberto Amaral, acompanhou o advogado da legenda que fez o registro.

Marina Silva é a substituta de Eduardo Campos na cabeça da coligação “Unidos pelo Brasil”, composta por PSB, PPS, PPL, PHS, PRP e PSL. Antes candidata a vice-presidente de Campos, a ex-senadora foi oficializada nesta quarta-feira pela Executiva Nacional do PSB.

A coligação tinha dez dias após a morte do ex-governador para registrar uma nova candidatura, conforme determina a Justiça Eleitoral, prazo que termina neste sábado. O PSB decidiu aguardar o sepultamento e as últimas homenagens a Campos para fazer o anúncio oficial da sua substituta, embora três dias após o acidente o nome da ex-senadora já fosse tido como certo.

No registro protocolado junto ao TSE devem constar declaração de bens, previsão de gasto máximo de campanha, plataforma de governo e certidões criminais fornecidas pela Justiça. O partido teve que entregar também um pedido de renúncia de Marina Silva à candidatura à vice-presidente.

G1

TSE estima que 84 mil eleitores votarão em trânsito no primeiro turno

Eleitores puderam se habilitar para voto fora do domicílio eleitoral até última quinta-feira


Mais de 84 mil eleitores solicitaram à Justiça Eleitoral habilitação para votar em trânsito no dia 5 de outubro, data do primeiro turno das eleições, conforme balanço divulgado hoje (22) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso haja segundo turno na eleição presidencial, 79,5 mil eleitores deverão votar fora do domicílio de origem no dia 26 de outubro.

O prazo para habilitar-se à votação em trânsito terminou ontem (21).

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os estados que mais registraram solicitações para votação fora do domicílio eleitoral de origem. Em São Paulo, foram registrados 24 mil pedidos para votação nos dois turnos. Em seguida, vieram o Rio de Janeiro, com 7 mil solicitações, e Minas Gerais, com 6 mil. 

O voto em trânsito permite que o eleitor vá às urnas em municípios com mais de 200 mil eleitores, mas só para escolher o presidente da República. De acordo com o TSE, 86 cidades terão voto em trânsito nas eleições de outubro.

A lista das cidades pode ser verificada na página do tribunal na internet.

ABr


Agrestina revive eleições no próximo domingo

Já em clima de eleições presidenciais, as atenções no próximo domingo (24), estarão voltadas para o contexto rural de Agrestina. O dia será para a escolha da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, hoje presidido por Nino Cantador que busca a reeleição pela Chapa 1. Na Chapa 2, a diretora Cláudia do Sindicato, tentará desbancar Nino, o qual ela tem demonstrado desafeto, há tempos.

A eleição promete ser tensa. Na última assembleia ocorrida no dia 18 de maio, o vereador Ivan Bulhões, denunciou diversas irregularidades no processo de voto, inclusive tumulto entre componentes da diretoria e associados.  Além disso, a rivalidade deverá tomar conta do processo eleitoral, já que as chapas são apoiadas, pelas duas maiores lideranças e adversários políticos do município. Na Chapa 01, a ex-prefeita de Agrestina, Carmen Miriam juntamente com vereadores da oposição e lideranças políticas, tentam manter Nino Cantador na presidência. Na Chapa 2, o prefeito Thiago Nunes e a sua bancada do governo na câmara buscam eleger Cláudia do Sindicato.

O pleito para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Agrestina, ocorrerá à partir das 9h na Escola Professor José Constantino, no Centro de Agrestina.

Chapa 1 de Nino Cantador - Foto: Adriano Monteiro
Chapa 2 de Cláudia do Sindicato - Foto: Divulgação
Por Adriano Monteiro

Dilma em Pernambuco busca com Lula votos de Campos


Pela primeira vez depois da morte de Eduardo Campos, a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, desembarcou em Pernambuco nesta quinta-feira 21. O ex-governador, morto em um acidente aéreo na semana passada, registrava no estado 30% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas, perdendo apenas para a presidente, que tem 40%. O PSB, que lançou Marina Silva no lugar de Campos, e o PSDB de Aécio Neves temem agora que os votos da região Nordeste que pertenciam ao pernambucano migrem, em sua maioria, para a petista.

Acompanhada do ex-presidente Lula, Dilma chegou pela manhã em Petrolina, sertão pernambucano, onde foi recebida no aeroporto Senador Nilo Coelho entre aplausos e apertos de mão da população local. Depois, partiu de helicóptero para Cabrobró e Floresta para vistoriar obras de integração do Rio São Francisco. A presidente também gravou, em Pernambuco, participação para o programa eleitoral. 

Em declaração a jornalistas em Floresta, Dilma enfatizou suas ações na região. "Só não atrasa obra quem não faz. Aqueles que nunca fizeram obra no Brasil, que nunca deixaram obras planejadas são aqueles que nunca atrasaram", afirmou. No fim da tarde, a petista cumpre agenda em Paulo Afonso, no interior da Bahia.

Em seguida, voltou a defender a presidente da Petrobras, Graça Foster, acusada de doar imóveis para seus filhos com a intenção de burlar decisão do TCU que pode bloquear seus bens. E disse achar "extremamente equivocado" colocar a "maior empresa do Brasil" como "arma política". A presidente citou escândalos ocorridos na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e questionou por que eles não foram investigados "com esse denodo".

"Eu lamento profundamente a tentativa a cada eleição de se fazer, primeiro, uma CPI da Petrobras, segundo, de criar esse tipo de problema. Eu me pergunto, por que ninguém investigou com esse denodo o afundamento da maior plataforma de petróleo? Porque, apesar de estar em ação popular, ninguém investiga a troca de ativos feitos com a Repsol", declarou Dilma Rousseff. "Acho extremamente equivocado colocar a maior empresa de petróleo da América Latina e a maior empresa do Brasil sempre durante a eleição como arma política", acrescentou.

Portal BR247

Com Lula, cúpula petista avalia cenário com Marina consolidada em 2ºlugar

A cúpula da campanha de Dilma Rousseff avalia que a ex-senadora Marina Silva (PSB) já está consolidada na segunda colocação na disputa pelo Palácio do Planalto e que o tucano Aécio Neves, se quiser reverter o quadro atual, terá de bater na nova adversária da disputa.

Em reunião realizada na noite de quarta-feira, com a presença de Dilma e do ex-presidente Lula no Palácio da Alvorada, os coordenadores da campanha analisaram levantamentos que mostrariam a petista perto dos 40%, Marina acima de 20% e Aécio na faixa dos 15%.

Segundo um dos participantes da reunião, estes levantamentos mostram ainda que, num cenário de segundo turno, Marina já aparece na frente de Dilma, fora da margem de erro.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 18, Dilma apareceu com 36%, Marina com 21% e Aécio 20%. Nas simulações de segundo turno, Marina apareceu com 47%, empatada tecnicamente com Dilma, com 43%. Na simulação de segundo turno entre Dilma e o tucano, a petista venceria por 47% a 39%. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto.

"É um cenário que, se for mantido nos próximos quinze dias, indica que teremos um segundo turno entre Dilma e Marina", relatou.

A cúpula petista está dividida, porém, sobre quem seria o melhor adversário num segundo turno. Um grupo prefere Aécio, por considerar mais fácil fazer o contraponto do nós contra eles e porque, nos últimos levantamentos de segundo turno feitos pelo partido, Dilma aparece na frente do tucano.

Além disso, Marina é vista como imprevisível e cativa um eleitorado que já votou no PT e está indeciso.

Outra ala, no entanto, acredita que seria mais fácil derrotar Marina Silva, porque o voto da direita e de boa parte do empresariado, que iria para o tucano, deve voltar para a presidente Dilma.

Aliado da presidente Dilma e amigo pessoal de Marina, o senador Jorge Viana (PT-AC) disse nesta quinta preferir o embate com Aécio, em um eventual segundo turno. Na quarta, o líder do PT na Câmara, o deputado Vicentinho (SP), já havia afirmado o mesmo.

"Se pudéssemos escolher o adversário, ele seria o PSDB. Poderíamos comparar facilmente os oito anos de governo do PSDB com os anos do governo do PT. A Marina fez parte desse governo do PT, mas traz novidades nas teses que defende e nas práticas que ela aposta", afirmou o senador Jorge Viana.

Para os tucanos, esse discurso petista faz parte de um jogo de cena. A cúpula do PSDB avalia que o PT quer inflar a candidata Marina porque teme a disputa com Aécio no segundo turno. A campanha tucana, contudo, reconhece que o cenário atual, com a entrada de Marina, ficou desfavorável para Aécio.

Petistas e tucanos concordam num ponto. Será preciso aguardar duas semanas para avaliar se o potencial de votos atual da candidata que substituiu Eduardo Campos é "sustentável".

A reunião da cúpula petista no Palácio da Alvorada foi convocada para avaliar o novo cenário com a entrada de Marina Silva na disputa e contou com a volta de Lula, que não estava frequentando os últimos encontros.
O ex-presidente, segundo relatos obtidos pela Folha de S. Paulo, vê Marina como uma adversária mais difícil de ser derrotada que o tucano, apesar de alguns assessores avaliarem que ela seria uma candidata mais fácil de ser ''desconstruída" do que o tucano.

A possibilidade de Marina ir para o segundo turno derruba a estratégia montada pelo PT de polarizar a campanha com o PSDB.

A ordem, por enquanto, é evitar bater boca com Marina e apostar que o ''jogo sujo'' contra a ex-senadora terá de ser feito pelos tucanos.

Folha de S. Paulo