Entrevista: Presidente do PT em Agrestina fala sobre evolução de Dilma e participações de Thiago e Carmen na campanha

Foto: Adriano Monteiro
Entrevista exclusiva com Ivan Veras, presidente do diretório municipal do PT, em Agrestina, onde ele fala da evolução de Dilma Rousseff nas últimas pesquisas. Além disso, Ivan falou sobre a união do eleitorado de ambos os grupos políticos da cidade, em prol da presidente. Ele destacou também as participações do prefeito Thiago Nunes (PDT) e Carmen Miriam (PT) durante todo o processo eleitoral, revelando inclusive a saída da ex-prefeita da legenda. 

Clique em play e ouça a entrevista na íntegra.



Por Adriano Monteiro

Advogado de Youssef desmente VEJA

Em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público em Curitiba, segundo a revista “Veja”, o doleiro Alberto Youssef teria dito que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sabiam de tudo” sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Ainda conforme a revista, que antecipou, nesta quinta-feira à noite, trecho da reportagem a ser divulgada nesta sexta-feira na íntegra, a revelação teria sido feita por Youssef na última terça-feira.

Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro teria afirmado:

— O Planalto sabia de tudo!

Perguntado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef teria respondido:

— Lula e Dilma.

O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, confirmou que o doleiro prestou depoimento à Polícia Federal de Curitiba na última terça-feira, mas disse não ter conhecimento da informação citada pela revista.

— Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso — afirmou Basto.

ADVOGADO ALERTA PARA "ESPECULAÇÃO"

Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe.

— Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.

Basto também disse que a defesa não possui cópia do que foi falado por Youssef à Polícia Federal.

— Nós não temos como pegar em mãos e não ficamos com cópia de nada. Então, não nego nem confirmo se esse depoimento é verdadeiro, se essa informação foi dada ou não e se sim, em quais circunstâncias.

O depoimento citado pela revista não tem relação com os que foram prestados à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, cujo teor já foi divulgado anteriormente.

O doleiro está preso em Curitiba desde março e é acusado de ser um dos chefes do esquema que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões desde 2006. Seria a primeira menção de Youssef ao nome de Dilma nas investigações. Ele já havia citado Lula em depoimento prestado à Justiça Federal no dia 8 deste mês. Na ocasião, Youssef disse que Lula teve que ceder aos políticos de partidos acusados de participar das fraudes na Petrobras e empossou Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento. Ele afirmou que “agentes políticos” ameaçaram trancar a pauta do Congresso.

— Tenho conhecimento que, para que o Paulo Roberto Costa assumisse o posto, esses agentes trancaram a pauta no Congresso por 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco e teve de ceder e empossar Paulo Costa na diretoria de Abastecimento — afirmou, de acordo com vídeo do depoimento disponibilizado pela Justiça Federal.

O doleiro ainda disse que o PT, PMDB e PP estavam envolvidos num esquema de corrupção na Petrobras que consistia na cobrança de propinas de empreiteiras pelo tesoureiro petista João Vaccari e pelo peemedebista Fernando Soares. As obras da estatal eram escolhidas por um cartel de dez empresas, que superfaturavam os preços em algo em torno de 20%, dinheiro que era dividido para políticos e diretores da estatal.

No trecho da reportagem divulgado ontem à noite, “Veja” faz um relato da chegada de Youssef na sala para o interrogatório. “A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras”, descreve a reportagem.

PEDIDO PARA ADIAR DEPOIMENTO À CPI

Youssef vai pedir à CPI da Petrobras que remarque seu depoimento, previsto para a próxima quarta-feira, para depois que seu acordo de delação premiada for homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que não tem data marcada para acontecer. O advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse que o doleiro permanecerá em silêncio se o depoimento for mesmo confirmado para semana que vem.

— Meu cliente vai permanecer calado na quarta-feira. Por conta do acordo de delação premiada que ele fez com a Justiça, ele tem que permanecer em silêncio. Ele está disposto a falar à CPI, mas só depois da homologação do acordo com o STF. Por isso, é melhor que a CPI redesigne o depoimento para outra data. Até para evitar o deslocamento para Brasília, escolta e todos os gastos decorrentes da viagem — disse Basto.

Basto aguarda que o juiz federal de Curitiba, Sérgio Moro, despache seu pedido de anulação do depoimento do testa de ferro Leonardo Meirelles, diretor presidente da Labogen, no qual ele diz que Youssef tinha negócios com o PSDB.

Segundo o advogado, Youssef nega ter tido negócios com o PSDB e quer uma acareação com Meirelles para desmenti-lo. De acordo com o advogado, o juiz só deve despachar seu pedido na segunda-feira. Em depoimento de Meirelles ao juiz Moro, na última segunda-feira, o diretor do Labogen disse que Youssef fazia negócios com o PSDB e com o ex-presidente do partido Sérgio Guerra.

Ao tomar conhecimento do depoimento de Meirelles, Youssef pediu que seu advogado desmentisse a informação oficialmente.

O Globo

Guia eleitoral termina hoje no rádio e televisão

Carro de alto-falante ou amplificadores de som para divulgação de propaganda está permitido até sábado

A dois dias do segundo turno das eleições, termina nesta sexta-feira (24) a propaganda eleitoral gratuita veiculada no rádio e na televisão. Também é a data limite para a divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita e para a realização de debates. Nesse último caso, a transmissão não deve ultrapassar a meia-noite. É nesta sexta-feira o último dia para que os presidentes das mesas comuniquem à Justiça Eleitoral que não receberam o material destinado à votação de domingo (26).

Carro de alto-falante ou amplificadores de som para divulgação de propaganda está permitido até sábado (25), véspera da votação, entre as 8h e as 22h. A distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, passeatas e carreatas, além da divulgação de jingles ou mensagens dos candidatos podem ser feitas também até as 22h.

No segundo turno das eleições, neste domingo (26), cerca de 143 milhões de eleitores estão aptos a votar para presidente da República e governadores de 13 estados e do Distrito Federal. Apesar do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a votação será feita das 8h às 17h, obedecendo o horário local.

Com o horário de verão, o Acre passou a ter três horas a menos em relação ao horário de Brasília. Por isso, a divulgação dos números das eleições para presidente da República começará às 20h (de Brasília). Os resultados para governador nos 13 estados e no DF serão conhecidos logo após o encerramento da votação.

ABr

Dilma avança em todas as classes sociais

Sob a percepção mais otimista dos eleitores acerca do futuro do cenário econômico, o apoio à reeleição de Dilma Rousseff se espraia por diferentes classes sociais. Com isso, a petista chega para o último debate antes do pleito com vantagem real sobre Aécio Neves.

Se no primeiro momento, o segmento intermediário da classe média foi o responsável por desequilibrar a disputa a favor da presidente, sua liderança atual reflete o crescimento das intenções de voto tanto nos estratos mais ricos quanto nos mais pobres.

O tucano continua liderando com folga nas classes mais altas de onde extrai a maior parte de seus votos válidos, mas sua participação nesses subconjuntos caiu significativamente.

Na primeira pesquisa realizada após o primeiro turno, Aécio alcançava 74% entre os integrantes da classe alta e 67% entre os da média alta. Hoje, essas taxas correspondem a 64% e 58%, respectivamente.

Pelo peso desses dois subconjuntos na composição do eleitorado –aproximadamente 30%– as quedas, mesmo que expressivas internamente nos estratos, explicam a perda de dois dos quatro pontos percentuais que o peessedebista regrediu no total.

O restante do prejuízo vem dos setores mais numerosos da população –intermediários e excluídos.

Se há duas semanas, o melhor desempenho do tucano entre os mais pobres do que o de Dilma entre os mais ricos lhe garantia vantagem numérica, já que ambos extraíam do segmento intermediário o mesmo número de pontos, a situação agora mudou.

A perda de Aécio na classe média, inclusive no setor mais rico do estrato, o coloca em desvantagem. De seus 47% de votos válidos, 19 pontos vêm dos segmentos mais altos (eram 21 na pesquisa anterior), 14 do intermediário e 14 dos mais baixos. A distribuição por classe dos 53% de Dilma corresponde a 12, 17 e 24, respectivamente.

A maioria da classe média alta reside em Estados do Sudeste, especialmente em São Paulo, a maior parte em grandes cidades, e o estrato é um dos grupos mais ativos economicamente. Estão incluídos no mercado de trabalho como assalariados registrados, autônomos regulares e funcionários públicos acima da média da população. Têm grande potencial de consumo, com quase a totalidade de seus integrantes na classe B.

Instigados pela campanha eleitoral à equação, uma parcela desse segmento, com escolaridade não tão elevada quanto a da classe alta, pode valorizar mais a segurança do emprego formal, o impacto da empregabilidade junto aos seus, do que eventualmente os 6,5% de inflação anual no orçamento familiar.

O Datafolha já havia identificado queda de Aécio Neves e crescimento de Dilma no Sudeste no início da semana, mas não conseguia precisar em qual dos Estados ela ocorria, já que nos estudos anteriores não havia base estatística segura para a análise.

Agora, percebe-se que em comparação com o levantamento de duas semanas atrás, o tucano perdeu oito pontos no Rio e seis em São Paulo. Minas, nesse período, apesar de oscilações, ficou estável, dividida entre os dois.

Mesmo com a variação negativa, é o Sudeste, especialmente o Estado de São Paulo, que sustenta o alto patamar de intenção de voto de Aécio Neves e que mantém chances para o tucano equilibrar novamente a disputa.

De seus votos válidos, metade vem da região, dentre eles aproximadamente 30% provenientes dos paulistas. Dos votos válidos de Dilma, apenas 16% vêm do Estado de São Paulo. O Nordeste que pesa 27% no eleitorado brasileiro contribui com 36% dos votos válidos da petista.

Folha de S. Paulo

Ibope: Dilma (PT) abre vantagem e tem 54%; Aécio (PSDB), 46%


Contabilizados os brancos e nulos, que somam 7% do total, Dilma tem 49% das intenções de voto, contra 41% de Aécio. Dos entrevistados, 3% não souberam ou não responderam. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre os dias 18 e 23 de outubro. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01168/2014.
Na pesquisa anterior, Dilma tinha 52% das intenções de voto, contra 48% de Aécio, também somando-se apenas os votos válidos. Nesse quadro havia empate técnico, no limite da margem de erro.

Em pesquisa do instituto Datafolha, também divulgada nesta quinta-feira, Dilma tem 53% das intenções de voto contra 47% de Aécio.

De acordo com o Ibope, a rejeição do tucano subiu de 35% para 42% do eleitorado em uma semana. Enquanto isso, a da candidata do PT manteve o índice em 36%.

UOL


Dilma atinge 53% e abre seis pontos de vantagem sobre Aécio, mostra Datafolha


Pesquisa Datafolha finalizada nesta quinta-feira (23) mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) pela primeira vez à frente do senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial.

Conforme o instituto, Dilma tem 53% das intenções de votos válidos, enquanto Aécio tem 47%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A diferença entre eles, portanto, está além dos limites máximos da margem.

Nas quatro pesquisas anteriores do Datafolha neste segundo turno, a situação sempre foi de empate técnico. Nas duas primeiras, com o tucano numericamente à frente (ambas por 51% a 49%). Nas duas últimas, com a petista numericamente à frente (nos dois casos, por 52% a 48%).

Em votos totais, Dilma alcança 48%, Aécio atinge 42%. Brancos e nulos somam 5%. Outros 5% dizem não saber em quem votar.

A nova pesquisa Datafolha também investigou a avaliação do governo Dilma. Segundo o levantamento, 44% julgam a administração petista "boa ou ótima", ante 42% do levantamento anterior.

Trata-se do melhor patamar desde junho de 2013. No mês das grandes manifestações de rua, a aprovação de Dilma despencou de 57% para 30%.

A pesquisa mostra ainda que 41% dos eleitores afirmam que não votam em Aécio "de jeito nenhum". Em duas semanas, a rejeição dele subiu 7 pontos (era de 34% em 9 de outubro). Já a taxa de rejeição de Dilma está em 37% —6 pontos a menos do que o registrado há duas semanas (43%).

Por encomenda da Folha e da TV Globo, o Datafolha ouviu 9.910 pessoas na quarta (22) e nesta quinta (23). O nível de confiança do levantamento é 95% (significa que em 100 pesquisas com esta mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-1162/2014.

Folha de S. Paulo